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.:: Aplicação de Procedimentos Terapêuticos na Profilaxia da Desobstrução Tubária - Um Estudo de Caso

Autoras: Raquel Ribeiro Leite Soares e Ana Tereza Britto
Data da Monografia: 01/2001
CRFa: 9777

RESULTADOS

Ao exame da audiometria, foi constatado uma melhora significativa da audição do paciente. Todas as frequências em ambas as orelhas apresentaram dentro do padrão de normalidade. A média das frequências de 500, 1000 e 2000 Hz na orelha direita foi de 10 dB e na esquerda de 10 dB. Os testes de fala apresentaram ótima performance do paciente, não sendo observado nenhuma troca e/ou omissão fonêmica.

Apenas na segunda terapia o paciente queixou-se de dor no ouvido, não sendo mais relatado nem por ele nem pela mãe durante o período determinado para estudo.

Quanto à musculatura orofacial, foi observado um maior equilíbrio no sistema sensório motor oral, melhorando o selamento labial e um melhor posicionamento de língua, porém ainda não automatizados.

Foi observado pela ortodontista que os dentes superiores centrais retruíram e alcançaram a posição ideal, sendo um resultado alcançado graças ao trabalho miofuncional, já que a criança não utilizava a placa de contensão diariamente.

A respiração da criança ainda continua bucal, porém já se conscientizou que a respiração nasal traz maior benefício à sua saúde. A mãe relata que todos os dias quando a criança já está dormindo coloca o dedo embaixo do nariz para ver se está tendo fluxo aéreo nasal e esta diz que está melhorando a cada dia que passa. A criança relatou que parou de roncar e sua boca não fica mais seca como antes do início da terapia fonoaudiológica. No final do período determinado, a criança já era capaz de respirar pelo nariz, mostrando que durante 20 minutos da terapia não respirou pela boca, o que o estimulou muito.

No final dos 3 meses de terapia, a mastigação já era realizada de forma bilateral, com selamento labial, porém ainda não automatizado. A deglutição ainda continua a ser realizada com interposição da língua.

         
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