Ao
exame da audiometria, foi constatado uma melhora significativa
da audição do paciente. Todas as frequências
em ambas as orelhas apresentaram dentro do padrão
de normalidade. A média das frequências de
500, 1000 e 2000 Hz na orelha direita foi de 10 dB e na
esquerda de 10 dB. Os testes de fala apresentaram ótima
performance do paciente, não sendo observado nenhuma
troca e/ou omissão fonêmica.
Apenas
na segunda terapia o paciente queixou-se de dor no ouvido,
não sendo mais relatado nem por ele nem pela mãe
durante o período determinado para estudo.
Quanto
à musculatura orofacial, foi observado um maior equilíbrio
no sistema sensório motor oral, melhorando o selamento
labial e um melhor posicionamento de língua, porém
ainda não automatizados.
Foi
observado pela ortodontista que os dentes superiores centrais
retruíram e alcançaram a posição
ideal, sendo um resultado alcançado graças
ao trabalho miofuncional, já que a criança
não utilizava a placa de contensão diariamente.
A
respiração da criança ainda continua
bucal, porém já se conscientizou que a respiração
nasal traz maior benefício à sua saúde.
A mãe relata que todos os dias quando a criança
já está dormindo coloca o dedo embaixo do
nariz para ver se está tendo fluxo aéreo nasal
e esta diz que está melhorando a cada dia que passa.
A criança relatou que parou de roncar e sua boca
não fica mais seca como antes do início da
terapia fonoaudiológica. No final do período
determinado, a criança já era capaz de respirar
pelo nariz, mostrando que durante 20 minutos da terapia
não respirou pela boca, o que o estimulou muito.
No
final dos 3 meses de terapia, a mastigação
já era realizada de forma bilateral, com selamento
labial, porém ainda não automatizado. A deglutição
ainda continua a ser realizada com interposição
da língua.