.:: Profissionais | Estudantes | Científicos | Diversos | Resumos | Monografias | Publique |
  .:: | Índice | 01 | 02 | 03 | 04 | 05 | 06 | 07 | 08 | 09 |
           
 

.:: Aplicação de Procedimentos Terapêuticos na Profilaxia da Desobstrução Tubária - Um Estudo de Caso

Autoras: Raquel Ribeiro Leite Soares e Ana Tereza Britto
Data da Monografia: 01/2001
CRFa: 9777

TERAPIA FONOAUDIOLÓGICA

O processo de terapia fonoaudiológica iniciou-se em março/2000 estendendo até maio/2000, com trabalho específico visando a reinstalação da respiração nasal e desobstrução da tuba auditiva, diminuindo assim os episódios de otite média secretora.

Inicialmente, foi passado à criança uma higienização do nariz, para que este pudesse ficar o mais desobstruído possível, podendo assim, trabalhar a respiração e melhorar a função da tuba auditiva (ventilação). O espelho de glatzel foi utilizado em todas as terapias como um feed back da melhora da saída de ar nasal após a realização da higienização. Vale ressaltar que a criança apresentou uma boa coordenação da inspiração e expiração nos exercícios realizados.

Durante todo o tratamento, exercícios respiratórios como o de encher um balão 3 vezes utilizando somente a inspiração nasal e o uso de língua de sogra em cada narina 3 vezes foram realizados. Neste último, a criança inspirava primeiro, depois introduzia a língua de sogra em uma narina, tampava a outra e soprava-a, desenrolando assim, o brinquedo.

Durante 2 meses, foi necessário realizar a limpeza do nariz juntamente com a criança, pois esta não gostava e por isso não realizava a higiene frequentemente.

Brincadeiras como disputa foram muito utilizadas como estímulo. A criança durante o jogo não poderia abrir a boca para respirar, pois perdia pontos para a terapeuta.

Trabalhou-se durante este período a sucção, mastigação e deglutição para fortalecimento dos músculos da mastigação, elevador do véu palatino, tensor do véu do palato e salpingofaríngeo.

A sucção e deglutição foram trabalhadas através dos exercícios da seringa (sugar o alimento que está dentro da seringa) com água e gelatina; sucção pelo canudo com água e gelatina. Vale esclarecer que a criança retirava a gelatina da geladeira e colocava 10 segundos no microondas para amolecer um pouco o alimento para a realização do exercício. A criança contava quanto tempo levava para realizar o exercício proposto, começando com 10 segundos e chegando a 5 segundos depois de 4 tentativas com a gelatina. O exercício realizado com a água, chegou a levar 3 segundos para a realização deste.

Os exercícios mastigatórios visaram o fortalecimento dos músculos envolvidos e oclusão labial. O trabalho foi iniciado em março com a utilização de biscoitos e maçãs. Foi reforçada a mastigação bilateral alternada durante a realização desta. A criança apresentou um bom desempenho no final do período de terapia, conseguindo mastigar com os lábios ocluídos. Porém, quando esta está em crise de sinusite, a mastigação volta a ser realizada de lábios entreabertos, em função da respiração ser bucal naquele momento. Não foi utilizado o garrote durante as terapias como proposto por alguns autores, pois, com esse material não se consegue trabalhar consistência de alimentos e não há alterações nos movimentos básicos de lateralidade de mandíbula como acontece com alimentos de consistência variada.

O trabalho com a musculatura orofacial foi realizado paralelamente às funções vegetativas. Exercícios isotônicos de lábios e língua foram introduzidos aos poucos durante as terapias com série de 30 repetições cada um deles. Foram apresentados na ordem: protrusão e retrusão de lábios, estalo de lábios, beijo, estalo de língua, vibração de lábios, lateralização de língua, canelar a língua, vibração de língua, afilamento e alargamento e língua no vestíbulo oral. O principal objetivo deste trabalho foi equilibrar o sistema sensório motor oral da criança e propriocepção.

A vibração de língua e lábios e estalo de língua tiveram dois objetivos: melhorar a tonicidade da musculatura e redução dos nódulos bilaterais das pregas vocais. A higiene vocal foi passada à criança de maneira mais pedagógica possível e, durante as terapias, foram sendo introduzidos alguns tópicos nos quais a criança realizava abuso vocal.

Massagem na cintura escapular, relaxamento de cabeça e pescoço e postura foram trabalhados com a criança durante os 3 meses, com o objetivo de soltar a musculatura, produzindo assim uma voz mais limpa e também trabalhar a conscientização da real postura a ser tomada.

Quanto à troca grafêmica /f/ pelo /v/ relatada pela mãe na anamnese, foi trabalhada durante as terapias em forma de ditado e redação. Porém não foi constatado a troca grafêmica nestas atividades. A observação dos cadernos da escola foi realizada e constatou-se uma inconstância da mesma.

         
  .:: © Copyright - Todos os Direitos Reservados aos Autores
           
 
.:: Atenção: Esta área é destinada exclusivamente a profissionais e estudantes da área de saúde. As informações disponíveis são técnicas, podendo gerar interpretação incorreta para o público leigo! Para o público em geral, sugerimos que procure um Fonoaudiólogo através de nosso Guia de Profissionais.