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.:: Aplicação de Procedimentos Terapêuticos na Profilaxia da Desobstrução Tubária - Um Estudo de Caso

Autoras: Raquel Ribeiro Leite Soares e Ana Tereza Britto
Data da Monografia: 01/2001
CRFa: 9777

AVALIAÇÃO OTORRINOLARINGOLÓGICA

Aos oito anos, a criança realizou uma avaliação otorrinolaringológica e nesta foi diagnosticado sinusite, hipertrofia de adenóide, nódulos bilaterais de prega vocal, respiração bucal, otite média secretora e hipertrofia de corneto.

A audiometria apresentou os seguintes resultados: perda auditiva leve em 250 Hz em ambas as orelhas, com média nas frequências de 500, 1000 e 2000 Hz de 20 dB na orelha direita e 20 dB na esquerda. No SRT o resultado encontrado na orelha direita foi 25 dB e na esquerda 25 dB. No IRF a criança apresentou 92% de acerto em monossílabos na orelha direita e 96% na orelha esquerda.

PALMA (1998) relata em seus estudos que as funções da tuba auditiva vão da drenagem de secreções do ouvido médio ao equilíbrio da pressão interna do ouvido médio com o ambiente. Os movimentos de bocejar e engolir fazem com que a tuba auditiva se abra e equilibre a pressão.

Segundo DEWEESE et al (1988) a obstrução da tuba auditiva é o maior fator de ocorrência das otites médias. Quando está completamente obstruída, a secreção acumulada no ouvido médio tende a romper a membrana timpânica. Para o tratamento da desobstrução da tuba, os autores propõem o exercício de sopro com balões.

BOGAR et al (2000) descrevem a otite média secretora como uma doença que determina surdez geralmente do tipo condutiva de grau leve a moderado, frequentemente encontrada em crianças em idade pré-escolar e escolar.

Na imitanciometria foi encontrada curva tipo B em ambas as orelhas com ausência de reflexo estapediano.

Segundo a mãe, o médico sugeriu a realização de cirurgia de corneto e adenóide com colocação de tubo de ventilação, porém a mesma preferiu tentar o tratamento fonoaudiológico com esperança de que a adenóide do filho diminuiria na sua adolescência, como aconteceu com sua filha.

Segundo HUNGRIA (1991) o tratamento médico visa drenar o líquido retido no ouvido médio através de insuflações de ar na tuba auditiva. Tratamentos com antibióticos e antiinflamatórios não devem ser descartados. Caso ocorra uma persistência do quadro, é indicado tubo de ventilação, o qual faz o papel provisório da tuba auditiva.

         
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