Os
primeiros dentes da criança erupcionaram aos sete
meses. Segundo a mãe, quando houve a troca dos incisivos
centrais superiores, estes erupcionaram evertidos. Hoje,
apresenta diastema.
Começou
fazer uso de aparelho ortodôntico aos cinco anos,
iniciando o tratamento com o expansor. Aos sete anos, passou
a realizar o tratamento com uma nova ortodontista, que na
sua avaliação constatou que o paciente apresentava
rosto fino, simetria frontal, perfil reto com mento pouco
proeminente e selamento labial passivo. Sua mordida era
cruzada posterior esquelética bilateral; arco superior
atrésico, em forma de "v"; arco inferior
em forma de "u".
O
tratamento ortodôntico iniciou-se com a disjunção
palatina, que consiste na abertura de uma sutura presente
na maxila, ao longo da linha mediana do palato. O aparelho
age na liberação das forças pesadas
permitindo a abertura dessa sutura. Com isso, ocorre a correção
da mordida cruzada posterior associada à um ganho
no perímetro do arco e na dimensão transversa
do arco superior, resultando em uma relação
mais harmônica entre os arcos superior e inferior.
Na
análise da telerradiografia e modelos do paciente,
constatou-se que os incisivos inferiores estavam inclinados
para lingual e com falta de espaço para um alinhamento
favorável. Para isso, foi utilizado no arco inferior
a placa de Hawley com grampos de retenção
posteriores e molas digitais na região dos incisivos
e parafuso expansor com o objetivo de projetar os incisivos
para adequar o espaço entre os mesmos.
Em
março deste ano, a criança fazia uso do expansor
de palato e mandíbula. No final de maio, colocou
placa de contenção nas arcadas superior e
inferior.