A
mãe relata que a criança sempre respirou pela
boca, possuía resfriados constantes e aos cinco anos
foi detectada clinicamente otite média secretora
bilateral, tendo como consequência perda auditiva
condutiva leve em ambas as orelhas. Segundo ela, a criança
assistia televisão com volume muito alto e logo levou-o
para avaliação pediátrica, que evidenciou
sinusite, bronquite e hipertrofia de adenóide.
LINO
(1992) destaca a respiração bucal como um
hábito nocivo à saúde por ser altamente
comprometedora na definição de forma e contornos
dos arcos dentários, bem como de todo o processo
nasomaxilar.
MARCHESAN
(1995) relata que, quando se respira pelo nariz, há
um estímulo de crescimento e desenvolvimento facial,
pela ação da musculatura que estimula os ossos
de modo correto. Na respiração bucal, essa
estimulação pode se dar de um modo inadequado,
favorecendo o crescimento e desenvolvimento desarmônicos
faciais.
A
criança foi amamentada no seio até seis meses
e meio, fez uso de mamadeira até os dois anos e chupeta
até os quatro anos.
Atualmente
a criança alimenta-se de comida sólida, não
apresentando dificuldades em se alimentar sozinha. Não
apresenta dificuldades em mastigar alimentos duros e não
apresenta problemas de deglutição dos mesmos.
A
criança apresenta alergia a alimentos derivados de
leite como danone e queijo. Quando em contato com estes
alimentos, comumente possui episódios de otite. Como
relata a mãe, o pai e a filha mais velha também
apresentam tal alergia.
HUNGRIA
(1991) relata que a otite média secretora resulta
de uma obstrução da tuba auditiva, hipertrofia
de adenóides, viroses das vias respiratórias,
disfunção do músculo dilatador da tuba
auditiva (tensor do véu palatino) e alergias à
alimentos derivados do leite da vaca.
A
criança tem horários regulares para suas refeições.
Pela manhã toma chá com biscoito, no almoço
come arroz, feijão, carne e salada e no jantar come
arroz, feijão, verdura e carne.
Foi
relatado por ela que a criança apresenta troca na
escrita das letras /f/ pelo /v/.