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UM
MÉTODO DE INVESTIGAÇÃO DOS DISTÚRBIOS DA FALA E VOZ: A
ESPECTROGRAFIA VOCAL, APLICADO A PACIENTES PORTADORES DE FENDA
LÁBIO-PALATAL, COM PARTE DE IMPLANTAÇÃO
DO CENTRO DE DIAGNÓSTICO COMPUTADORIZADO
Autores:
Fga. Leila Horta
CFFa. 1709
I. Introdução
A voz é
uma das características mais marcantes da personalidade
humana e tem uma função essencial no convívio
social. Fornece informações sobre estados físicos,
psíquicos e sociais que permitem avaliar condições
de saúde, estado emocional e até o grau de formação
educacional dos indivíduos.
Diversos
distúrbios de integração social são
atribuídos às desordens vocais. Além disso,
numerosos são aqueles que dependem profissionalmente
de uma boa impostação vocal: locutores, cantores,
professores, atendentes de telemarketing, etc.. Há pesquisas
(Garcia, A.A - 1995) que relatam, por exemplo, que a maioria
dos docentes (74,6%) apresentam prematuramente sintomas de alteração
vocal. Os sintomas vocais mais relatados passam por pigarro
e tosse - 62,8% das queixas; rouquidão temporária
- 42,2%; desconforto vocal - 38,1%; ressecamento na garganta
- 34,0% e cansaço vocal - 31,9%.
Os
distúrbios da fonação - disfonias - são
estudados na otorrinolaringologia e/ou fonoaudiologia. As disfonias
podem ocorrer por conta de afecções primitivas
( orgânicas ou funcionais ) do trato vocal, capazes de
causar alterações na produção dos
sons e articulados. Há, ainda, ocorrências clínicas
de pacientes com as disacusias, distúrbios de deglutição
atípica, distúrbios da palavra chamados de dislalias.
Na
neurologia interessam as disfonias secundárias, as lesões
motoras periféricas ou supranucleares - disartrofonias.
Na
oncologia, com exceção dos tumores da pele, a
maior parte dos tumores de cabeça e pescoço ocorre
nas vias aerodigestivas superiores, principalmente na boca,
faringe e laringe, possíveis de serem detectados precocemente.
A
cirurgia plástica lida com os distúrbios de fala
e voz causados pelas fendas labiais e palatais, persistência
de fenda residual, fenda submucosa e nas insuficiências
velofaríngeas.
Estes
pacientes, portadores de distúrbios da voz de diversas
etiologias, serão altamente beneficiados com um centro
moderno de tratamento e pesquisa equipado com instrumental técnico
e pessoal altamente qualificado.
A
espectrografia vocal e outros exames complementares são
indicados pelas dificuldades no diagnóstico e no manejo
de pacientes disfônicos, no controle do tratamento clínico-cirúrgico
e fonoterapia, na avaliação pré e pós-microcirurgias
da laringe, na avaliação pré e pós
palatoplastias e quiloplastias, nas paralisias laríngeas
e nos casos com suspeita de lesão pré-maligna
ou tumor inicial.
Index
| Introdução | Fundamentos
e Justificativas | Pacientes
e Métodos |
Objetivos
Cronograma
de Execução e Desembolsos
|
Conclusão | Bibliografia