Laringoscopia indireta:
Método em prática desde o início do século
XIX, desenvolvido por Garcia e outros autores, fazendo uso,
à época, de espelho. A técnica foi aprimorada
com a utilização de fibras óticas fixas,
de 70 ou 90 graus, hoje o instrumental de melhor precisão
para visualização das pregas vocais, da mucosa,
coaptação e vibração das mesmas.
Nasofaringolaringoscopia:
Exame realizado através de fibras ópticas flexíveis,
de diâmetro de 3,2 a 4,0 mm, que são introduzidas
nas fossas nasais, com ou sem anestésico, e que revelam
a anatomia e a função do cavum, do volume das
adenóides, do esfíncter velofaríngeo,
da faringe, da passagem aérea entre a língua,
faringe e amígdalas palatinas, da hipofaringe e da
laringe. As assimetrias, paresias, hipertonias, constrições,
golpe de glote e alterações funcionais podem
ser avaliadas pelo método. Permite, ainda, superar
o grande obstáculo representado pela náusea,
sendo, particularmente, indicado para crianças menores
e pacientes neurológicos.
Videolaringoestroboscopia:
Exame que oferece parâmetro da simetria dos movimentos,
periodicidade das vibrações, fechamento glótico
e qualidade da onda das pregas vocais. Devido ao preciso diagnóstico
videolaringoscópico, as afecções laríngeas
puderam receber tratamento mais adequado e os casos de câncer
serem mais precocemente diagnósticos.
Eletroglotografia: Método
não invasivo, que através de eletrodos de superfície
no pescoço mede a variação de tempo de
contato da mucosa das pregas vocais, durante o ciclo vibratório,
através da transmissão de uma corrente elétrica
entre as duas alas da cartilagem tireóidea. E é
ainda mais interessante quando diretamente acopladas à
estroboscopia, por oferecer simultaneamente, a imagem glótica
e a onda do pulso glótico, permitindo duas informações
complementares sobre a coaptação glótica.