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UM
MÉTODO DE INVESTIGAÇÃO DOS DISTÚRBIOS DA FALA E VOZ: A ESPECTROGRAFIA
VOCAL
Autores:
Fga Leila Horta
e Prof . Dr Shiro Tomita
Data do artigo: Março/2001
CFFa. 1709
Registro:3394-RJ
V - CONCLUSÃO
A voz, usada na comunicação
humana é uma das funções essenciais para
o convívio social. É uma das características
mais fortes da personalidade humana. Oferece informações
físicas até o grau de formação educacional
dos indivíduos.
Assim diversos distúrbios
de integração social são atribuídos
à desordens vocais. Além disso, numerosos são
aqueles que dependem profissionalmente de uma boa impostação
vocal: locutores, cantores, professores, atendentes de telemarketing,
etc.. Há pesquisas (Garcia, A.A - 1995) que relatam,
por exemplo, que a maioria dos docentes (74,62%) apresentam
prematuramente sintomas de alteração vocal. Os
sintomas vocais mais relatados passam por pigarro e tosse -
62,88% das queixas; rouquidão temporária - 42,26%;
desconforto vocal - 38,14%; ressecamento na garganta - 34,02%
e cansaço vocal - 31,95%. Os sintomas mais severos e
impeditivos para docência, como rouquidão permanente,
tremor e afonia têm freqüência de 6,0%.
A prática da clínica
fonoaudiológica depara-se, freqüentemente, com casos
de crianças e adultos que apresentam distúrbios
clínicos de comunicação da fala.
A maioria dos distúrbios
da fonação - disfonias - é estudada na
otorrinolaringologia e/ou fonoaudiologia. As disfonias podem
ocorrer por conta de afecções primitivas ( orgânicas
ou funcionais ) do trato vocal, capazes de produzir alterações
na elaboração dos sons que serão posteriormente
articulados. Há, ainda, ocorrências clínicas
de pacientes com as disacusias, distúrbios de deglutição
atípica, distúrbios da palavra chamados de dislalias.
Na neurologia interessam as disfonias
secundárias, as lesões motoras periféricas
ou supranucleares - disartrofonias.
A espectrografia vocal e os exames
complementares, imprescindíveis nos grandes centros de
laringologia, são indicados pelas dificuldades no diagnóstico
e no manejo de pacientes disfônicos, no controle do tratamento
clínico-cirúrgico e fonoterapia, na avaliação
pré e pós-microcirurgias da laringe, nas paralisias
laríngeas e nos casos com suspeita de lesão pré-maligna
ou tumor inicial. A avaliação dos profissionais
da voz, do diagnóstico diferencial nos quadros neurológicos
ou psicogênicos e na reavaliação ou avaliação
mais apurada nos quadros funcionais.
Em nossos dias, um centro moderno
de tratamento ou pesquisa da voz não pode prescindir
de instrumental técnico como um Centro de Diagnóstico
em Laringe e Voz. Para ilustração, apresenta-se,
em anexo, informações sobre o funcionamento de
um centro referência - o Massachusetts Eye and Ear Infirmary
da Harvard Medical School de Boston, EUA.
Index
| Objetivo | Fundamentos
e Justificativas: Acústica da fala
| Materias
e Métodos
Exames
complementares |
Conclusão | Bibliografia