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.:: RELAÇÕES ENTRE PROCESSOS COGNITIVOS E LINGÜÍSTICOS: TERAPIA FONOAUDIOLÓGICA PARA ADOLESCENTE SURDO, DENTRO DE UMA VISÃO SÓCIO-ANTROPOLÓGICA

Autora: Mila Weissbluth Frejman
Data do artigo: junho de 1998
CRFa 6813
Especialista em Reabilitação em Fonoaudiologia - Linguagem.

HISTÓRIA CLÍNICA DO PACIENTE

A entrevista com a mãe foi realizada no dia 14 de janeiro de 1998, quando foram colhidas informações complementares a respeito do paciente e sua família.

A. G. S., possui três irmãos, ocupando o lugar de segundo filho nesta família. A mãe relata que a gestação evoluiu bem. Com oito meses de gestação levou um susto, pois foi mordida por um cachorro; necessitou tomar dez injeções antirrábica e, além disso, contraiu uma infecção urinária, então foi-lhe receitado o antibiótico Bactrin. A mãe deu à luz à criança em sua própria casa. O parto foi normal, rápido e a criança estava na posição correta. A. G. S. pesou dois quilos e chorou logo, (s.i.c.).

Quanto à alimentação, foi amamentado com leite materno durante os dois primeiros meses de vida, passando, a seguir, para a amamentação artificial, pois a mãe alega que possuía pouco leite materno. A. G. S. não teve dificuldades alimentares e atualmente se alimenta bem.

O seu sono é tranqüilo, porém às vezes tem pesadelos. Até os dez anos de idade, tinha medo de escuro. Não fala dormindo e não é sonâmbulo. Dorme sozinho e não possui bruxismo.

Em relação ao desenvolvimento psicomotor, A. G. S. sentou-se sem apoio com três meses, engatinhou com menos de dez meses, e andou sem apoio com um ano. Começou a ter controle esfincteriano anal e visical aos dois anos de idade,(s.i.c.).

Quanto à linguagem, A. G. S. não balbuciou e nem falou. Atualmente, não fala e comunica-se somente com a língua de sinais. Não compreende ordens verbais simples e nem complexas. Sua voz é tensa, típica do surdo, com timbre diferente.

Durante o desenvolvimento da primeira infância, A. G. S. teve otites e febres altas. Atualmente é, uma pessoa calma e se relaciona bem com os outros.

Aos oito anos de idade, começou a usar aparelho auditivo, o que ocorre até hoje durante quatro horas por dia, exceto no final de semana. Sempre usou aparelho auditivo monoaural. As condições atuais desse aparelho são boas e A. G. S. afirma que enfrenta dificuldades com o aparelho, pois este faz barulho e machuca.

Em 1988, a mãe matriculou A. G. S. na Escola Especial CAEDA (Centro de Atendimento Especializado para Deficientes da Audição), onde estuda atualmente. Na escola, o paciente aprendeu a Língua de Sinais, entrando em contato com outros surdos.

Quanto aos antecedentes familiares, não possui nenhum familiar com surdez, uso de drogas e doença mental. Apenas a avó é diabética e um tio é alcoólatra.


Index | Introdução | Dados de Identificação do Paciente
História Clínica do Paciente | Avaliação | Hipótese Diagnóstica | Etiologia
Fundamentação Teórica | Planejamento Terapêutico
Tratamento Fonoaudiológico | Evolução
Prognóstico | Conclusão | Bibliografia

 

 

           
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