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.:: A FAMÍLIA E OS HÁBITOS ORAIS VICIOSOS NA INFÂNCIA

Autora: Fga. Denize Casanova
Data do artigo: Dezembro/1999
C.F.Fa. 1709
Fonoaudióloga especialista em Motricidade Oral – Fonoaudiologia Hospitalar

RESPIRAÇÃO BUCAL

Marchesan (1993) assim como Tessitore (1995) enumeram como sequelas de respiração bucal: alterações musculares e ósseas, causando assimetrias faciais, otite catarral, alterações da forma nasal e obstrução nasal constante, olheiras, mordida aberta anterior e cruzada posterior, palato ogival, diminuição do rendimento escolar, hipotonia labial, lingual e de bochechas, alteração do crescimento facial, alterações de fala, crescimento físico diminuído, alterações do posicionamento lingual tanto em repouso quanto em ação, para proteger orofaringe e facilitar a entrada de ar pela boca, irritação da mucosa oral, etc.

Felicio (1994) inclui nessa lista, distúrbios de articulação têmporo-mandibular em função da atresia maxilar em ralação à mandíbula.

Geralmente a respiração bucal está associada a hipofunção dos músculos elevadores da mandíbula, lábio superior curto e incompetente, hipotonia lingual, resfriados e alergias.

Soligo (1996) complementa ainda dizendo que pode ser causada por hipertrofia de amídalas e/ou adenóides, desvio de septo nasal, rinite alérgica e pólipos nasais.

Marchesan (1994) explica que a língua mal posicionada dentro da boca pode causar modelagem incorreta dos arcos dentários, com dorso elevado e ponta baixa, inibe o crescimento da parte anterior da mandíbula, levando à Classe II (Angle) causando ceceio lateral, interposta entre as arcadas, leva à mordida aberta anterior. Desta forma, o respirador bucal pode roncar ou babar durante o sono, ser irritado, hiperativo ou sonolento , causando dificuldades escolares, pode cansar-se facilmente em atividades físicas, ter as gengivas hipertrofiadas e/ou com alterações de coloração, língua flácida e anteriorizada, deglutição atípica, bruxismo, ombros para frente, cabeça em posição inadequada, falta de apetite, obesidade ou magreza, palidez, ter respiração ruidosa, mastigação também ruidosa, unilateral e com lábios separados, etc.

Soligo (1996) chama atenção para o fato de que quanto mais cedo se instalar a respiração bucal, maiores serão as alterações se oclusão porque osso jovens são facilmente moldáveis e a respiração bucal pode levar ao desenvolvimento crânio-facial inadequado quando houver predisposição genética para tal.

O autor defende que é necessária a reeducação muscular, além da eliminação da causa orgânica para a respiração bucal, o mais precocemente possível, com o objetivo de liberar o crescimento adequado. Segundo ele, a face cresce mais rapidamente nos primeiros dez anos de vida, por isso, é importante darmos condições para que este crescimento seja harmônico.

 


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Mamadeira | Chupeta | Sucção Digital | Onicofagia
Bruxismo | Manobras para Eliminação de Maus Hábitos Orais
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