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A FAMÍLIA E OS HÁBITOS
ORAIS VICIOSOS NA INFÂNCIA
Autora:
Fga. Denize Casanova
Data do artigo: Dezembro/1999
C.F.Fa. 1709
Fonoaudióloga especialista em Motricidade Oral – Fonoaudiologia
Hospitalar
HÁBITOS
ORAIS E OCLUSÃO DENTÁRIA
Feres e Fonseca
(1994) escrevem que o osso é um tecido plástico portanto, reage
a qualquer pressão sobre ele. Em repouso, existe equilíbrio
entre os músculos e os tecidos periorais. A quebra do equilíbrio
pode ocasionar pressões inadequadas levando a um crescimento
anormal de maxilares e alterando funções orais.
Para Marchesan
(1994), crianças com dentição decídua e mordida aberta, que
mantém hábitos de sucção, melhoram muito, podendo fechar a mordida
se não há topo ou cruzamento, na retirada do hábito.
Soligo (1996)
diz que os maus hábitos orais rompem o equilíbrio das forças
intra e extra bucais em repouso. Em seu trabalho, encontrou
como sequelas mais comuns de maus hábitos orais, a respiração
bucal, deglutição atípica, mordida aberta anterior, compressão
maxilar lateral, palato ogival e diastemas.
Feres (1994)
complementa dizendo que os maus hábitos orais geralmente estão
associados à crescimento ósseo anormal, mal posicionamento dentário,
inadequações de fala e respiratórias, desequilíbrio da musculatura
da face e distúrbios emocionais. Conclui que a prevalência dos
hábitos de sucção diminui com a idade e que maus hábitos orais
até três anos de idade são normais e fazem parte do desenvolvimento
emocional da criança, não trazem prejuízos permanentes para
a oclusão porque, até essa idade, a tendência é a auto-correção
da má oclusão que também depende da competência da musculatura
perioral e do padrão respiratório.
Lino (1992) defende
que a presença de maus hábitos orais não garantem a ocorrência
de má oclusão dentária já que existem mecanismos individuais
de ajustes no desenvolvimento e mudanças de crescimento que
podem permitir a evolução normal da oclusão. Diz ainda que a
deformidade vai depender também da frequência, intensidade,
duração predisposição individual, idade, nutrição e saúde do
paciente. Por isso, é possível encontrarmos indivíduos que chupam
ou chuparam dedo, por exemplo, e que não têm respiração bucal
ou alterações dentárias importantes e, também, podemos encontrar
outros que nunca tiveram qualquer mal hábito oral e apresentam
distúrbios articulatórios na fala ou outras dificuldades.
DSegundo Zen
(1985), chupeta ou dedo podem prejudicar o posicionamento dos
dentes se houver predisposição hereditária, aliada a desatenção
em relação à criança. O autor acredita que o bebê amado e bem
cuidado terá o desenvolvimento geral, físico e emocional, sereno
e progressivo, independente do hábito de usar chupeta.
Index
| Resumo | Summary
| Introdução
| Hábitos Orais
Hábitos
Orais e Oclusão Dentária |
Respiração
Bucal | Inadequação
da Deglutição
Mamadeira | Chupeta
| Sucção Digital
| Onicofagia
Bruxismo | Manobras
para Eliminação de Maus Hábitos Orais
Prevenção e
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