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.:: A PERCEPÇÃO DIFERENCIADA DO BARULHO

Autora: Fga: Cláudia Ribeiro Martines
CRFa 6413-8 / 2ª Região
Data do artigo: Dezembro/1999

METODOLOGIA

Com a intenção de conhecer as opiniões de freqüentadores e funcionários sobre os níveis elevados de barulho gerados em casas noturnas, a parte prática dessa pesquisa foi realizada em três fases. A primeira foi a seleção das casas noturnas; a segunda foi a coleta dos dados através de questionários (por ser um meio rápido e fácil de responder};a terceira foi a análise dos dados.

Foram visitados dez estabelecimentos, dos quais quatro concordaram em participar dessa pesquisa. Em comum, esses lugares tinham como características comuns a localização em recintos fechados, o considerável movimento de pessoas e músicas altas (reproduzidas eletronicamente ou apresentadas ao vivo) .

Entretanto, todos eles vetaram a divulgação de seus nomes e/ou razões sociais, assim como os dados técnicos referentes aos níveis de pressão sonora gerados, às medidas preventivas e legais de segurança, a existência de autuações e multas, etc.

O público-alvo abrangeu uma faixa etária entre 18 e 30 anos, dividido

em dois grupos distintos:

  1. 50 funcionários, sendo 25 homens e 25 mulheres que responderam aos

questionários durante a jornada de trabalho, em horários viáveis. Participaram apenas os trabalhadores expostos diretamente ao barulho intenso. Nesse universo estão inseridos seguranças, recepcionistas, coordenadores, garçons, caixas e auxiliares de limpeza. Os cozinheiros e o pessoal da administração foram excluídos, pois executam suas tarefas em ambientes silenciosos. Os disc-jóqueis (DJs) não fizeram parte desse estudo por tratar-se de um caso bastante especial, uma vez que estão submetidos, além da dose do ruído ambiental, à dose extra de barulho proveniente dos fones utilizados para a seleção musical durante o seu período de trabalho (de 8 a 10 horas diárias).

b) 100 freqüentadores, sendo 50 homens e 50 mulheres que responderam aos questionários, na grande maioria, nas próprias casas noturnas. Uma pequena parcela desse grupo (cerca de 20%) respondeu à pesquisa em universidades e cursos pré-vestibulares, lugares de grande concentração de jovens na faixa etária estipulada. Isso se deu porque alguns estabelecimentos proibiram a abordagem de seus clientes sob a alegação que a interrupção atrapalharia o entretenimento.

De posse dos dados obtidos, foi traçado um perfil de cada grupo e, posteriormente, comparados entre si.

 


 

 

           
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