CONSIDERAÇÕES
FINAIS
O que se pôde
concluir nessa pesquisa foi que os funcionários gostam
do barulho nos seus ambientes de trabalho. isso porque os
elevados níveis barulho os mantém alertas, espantando
dessa forma o cansaço, já que a jornada deles
se dá do início da noite à boa parte
da madrugada (cerca de 8 a 10 horas diárias).
As principais
queixas citadas por esse grupo, após cessada a exposição
foram:
- o estímulo positivo
que o barulho lhes proporciona;
- a dificuldade para escutar
decorrente do próprio ruído ambiental, como
também
por estarem, provavelmente, sob efeito de uma mudança
temporária dos limiares auditivos;
- o prazer, pois embora gostem
de barulho nos seus locais de trabalho,
sentirem-se
livres dele é um grande alívio.
Por outro lado,
os freqüentadores de casas noturnas e outros locais de
lazer barulhentos, sentem-se incomodados com o ruído
intenso. Relatam a dificuldade para escutar como a principal
queixa, impossibilitando a conversação com outras
pessoas. Sentem-se irritados nesses locais mas, em algumas
situações o barulho é estimulante, atraindo-os
para a diversão.
Quando saem
dos lugares ruidosos, sentem zumbido intenso nas orelhas e
forte cansaço. Igualmente ao grupo anterior, o alívio
de saírem do barulho lhes proporciona imenso prazer.
A audição
é de extrema importância à vida social
e profissional do ser humano. É por isso que a surdez
deve ser prevenida em quaisquer segmentos em que haja a probabilidade
de adquiri-la.
O recomendável
é que as pessoas expostas ao barulho, em especial em
casas noturnas, não fiquem muito próximas às
caixas acústicas e procurem locais menos ruidoso para
um descanso auditivo sempre que o tempo de exposição
for
prolongado,
visto que estão frente ao risco iminente de adquirirem
lesão auditiva irreversível decorrente da ação
nociva do ruído intenso.
Mas, já
que a exposição é inevitável,
especialmente para os funcionários, cabe aos estabelecimentos,
aos órgãos de fiscalização ambiental,
às escolas, etc., deflagrarem campanhas informativas,
de cunho educacional e preventivo, com o objetivo de evitar
que mais pessoas, a cada dia que passa, sejam acometidas de
qualquer grau
de perda auditiva induzida pelos elevados níveis de
pressão sonora.
Entretanto,
propor mudanças de hábitos socialmente instituídos,
parece uma tarefa impossível. Mas, à medida
que os estudos que revelam os risco do barulho para a saúde
humana tornarem-se mais acessíveis à população
em geral, talvez em anos (ou décadas), consiga-se uma
maior conscientização e, ficar por horas intermináveis
exposto ao barulho, talvez não seja mais sinônimo
de diversão, como era sinônimo de elegância
o hábito de fumar há décadas atrás.