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Uma
experiência clínica – a frustração
de um trabalho multidisciplinar
Autoras:
Beatriz
Black e Raquel Ribeiro Leite Soares
Data do artigo: dezembro de 1999
Email:
raquelfono@tutopia.com.br
UNITERMOS
Respiração bucal, inter-relação
ortodontia - fonoaudiologia - família, deglutição
atípica, desequilíbrio oro-funcional.
1.
PROPOSTA
Muito
se têm descrito acerca dos sucessos terapêuticos
e avanços atuais alcançados no tratamento dos
desequilíbrios orofuncionais. Nosso trabalho, entretanto,
refere-se à dificuldade de evolução terapêutica
observada, tanto do ponto de vista ortodôntico como
fonoaudiológico, comprometendo o resultado final do
tratamento proposto. Para tanto, abordaremos aspectos
individuais, familiares e procedimentos terapêuticos
com a finalidade de acrescentar à escassa literatura
no assunto, a nossa experiência. O presente artigo contará
com a participação dos dados da ortodontista
responsável pelo caso, pela fonoaudióloga e
estagiária no setor, visto que atualmente o tratamento
dos problemas de desequilíbrio oro-faciais pertencem
a uma equipe multiprofissional, na qual o fonoaudiólogo
e o ortodontista ocupam o núcleo fundamental do trabalho,
amparado pela complementação do otorrinolaringologista
e outros profissionais afins. A proposta do nosso trabalho
é a de dividir a frustração observada
no prognóstico do tratamento de Desequilíbrio
do Sistema Sensório Motor Oral de menor, com 7 anos
de idade, que, por motivos vários, não tem correspondido
às expectativas terapêuticas. A evolução
do caso tem se mostrado lenta e não observamos envolvimento
familiar com o tratamento.
2. TERAPIA
A
criança comparece à terapia fonoaudiológica,
na freqüência de uma vez por semana em companhia
do avô paterno. A mãe do menor por trabalhar
o dia todo se vê impossibilitada de acompanhá-lo
nas atividades extra-curriculares. Trata-se de um paciente
atendido através de convênio de saúde
sendo que o pagamento é de total responsabilidade do
mesmo. Desta forma, a freqüência ou a extensão
do tratamento não interferem diretamente no orçamento
familiar. Atitudes motivadoras visando um maior envolvimento
do menor ao tratamento e possível treino diário
podem ser computadas como um esforço constante por
parte do terapeuta. A atitude do menor em relação
à terapia é de muita participação
e colaboração. Tem consciência do trabalho
que está sendo realizado, conhece a função
de todos os exercícios que realiza, tem noção
da posição correta da língua. Realiza
prontamente todos os exercícios miofuncionais solicitados. É
preciso deixar bem claro que o tratamento realizado em clínica
tem todo um embasamento individual e que há todo um
envolvimento psicológico, emocional e familiar para
o sucesso terapêutico. A proposta é de
que através de exercícios mioterápicos
visando normalização funcional e morfológica
realizados em seqüência lógica, propiciem
a aquisição, o amadurecimento e a fixação
de um novo padrão, que se incorporará futuramente.
Exercícios esses promovendo a adequação
na mobilidade, tonicidade, postura dos OFAs, bem como das
chamadas funções vegetativas de respiração,
mastigação e deglutição.
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Atenção:
Esta área é destinada exclusivamente a profissionais
e estudantes da área de saúde. As informações disponíveis são
técnicas, podendo gerar interpretação incorreta para o público
leigo! Para o público em geral, sugerimos que procure um Fonoaudiólogo
através de nosso Guia de Profissionais.
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