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.:: A Importância da Língua de Sinais na Aprendizagem da Segunda Língua: O Português

Autor: Gepel - Grupo de Estudos e Pesquisas Emmanuelle Laborit
Coordenadora: Fga. Marlene Canarin Danesi
Integrantes do grupo: Fga. Aline Silva Lemos, Fga. Carla Andreazza, Fga. Carolina Rizzotto Schirmer, Fga. Luciana dos Santos Celia, Fga. Marliese Christine Simador Godoflite

Email: gepel@zipmail.com.br


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Esta proposta de trabalho surgiu a partir da experiência, na prática fonoaudiológica, com crianças surdas; fundamentada teoricamente pelos conceitos da visão sócio-antropológica da surdez defendida por BRITO (1993), SKLIAR (1997), GOLDFELD (1997) e SÁ (1999). Esta concepção vê o sujeito como um ser bilingüe-bicultural, pertencendo às duas comunidades: a surda e a ouvinte.

Objetivamos, não só demonstrar os aspectos cognitivos, afetivos e sociais da linguagem, como também minimizar as dificuldades da criança surda na aprendizagem do português. Foram estudadas 12 crianças, em idade entre 5 e 12 anos, sendo 5 do sexo masculino e 7 do sexo feminino. Todas as crianças apresentaram surdez neurossensorial em grau severo e profundo.

O trabalho foi desenvolvido entre 1997 e 1999 por fonoaudiólogas que experienciaram, durante o período de estágios ou na prática clínica, alternativas inovadoras para a introdução da segunda língua. Os encontros foram semanais, individuais e em grupo; enfatizando a orientação familiar. Todos os casos tiveram supervisão da coordenadora do projeto.

Após o término do processo terapêutico, analisados os resultados, pelo grupo de trabalho, chegamos as seguintes conclusões: dificuldades iniciais das famílias em aceitar a língua de sinais; melhoria da motivação e interesse das crianças surdas na aprendizagem da segunda língua; estreita relação entre dispositivos básicos (atenção, memória, motivação) e o sucesso nesta aprendizagem; influência da diferença nos tipos de inteligência (GARDNER, 1985) com aprendizagem da segunda língua; e relação entre ambiente e aprendizagem. Entretanto, consideramos como conseqüência mais importante o papel identificatório que o uso da língua de sinais tem no grupo, sendo facilitadora do desenvolvimento cognitivo, afetivo e social; e conseqüentemente na aprendizagem da segunda língua.

 

 

BIBLIOGRAFIA:

BRITO, Lucinda F. Integração Social & Educação de Surdos. Rio de Janeiro: Babel Editora, 1993. 116 p.

GARDNER, Howard. Mentes que Criam: Uma Anatomia da Criatividade Observada Através das Vidas de Freud, Einstein, Picasso, Stravinsky, Eliot, Graham e Gandhi. Porto Alegre: Artes Médicas,1996.

GOLDFELD, Márcia. A Criança Surda: Linguagem e Cognição numa Perspectiva Sócio-Interacionista. São Paulo: Plexus, 1997. 176 p.

POERSCH, J. M. Atitudes e Aptidões no Ensino de Línguas: é possível alfabetizar em língua Estrangeira? Letras de Hoje, Porto Alegre, v.30, n.2, p. 193-205, junho 1995.

SÁ, Nídia Limeira de. Educação de Surdos: A Caminho do Bilingüismo. Niterói: EDUFF, 1999. 277 p.

SKLIAR, Carlos. Uma perspectiva sócio-histórica sobre a psicologia e a educação dos surdos. In:

SKLIAR, Carlos (Org.). Educação & Exclusão: Abordagens Sócio-Antropológicas em Educação Especial. Porto Alegre: Mediação, 1997. p.105-147.

SKLIAR, Carlos (Org.). A Surdez: Um Olhar sobre as Diferenças . Porto Alegre: Mediação, 1998.192 p.

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