Considera-se
como um dos objetivos da Fonoaudiologia Hospitalar a facilitação
da alta, modificando-se o conceito de saúde junto
à equipe multiprofissional e evitando-se desta maneira
as perdas e os danos que causam a Hospitalização.
Com a finalidade de diminuir a permanência do paciente
no leito e devolvendo-o à sociedade com formas de
comunicação mais adequadas possíveis,
o fonoaudiólogo necessita de formação
e informações adequadas para que supere as
necessidades funcionais de seu paciente cumprindo condutas
terapêuticas visando o reequilíbrio de estruturas
injuriadas. Ressalta-se, neste trabalho a necessidade da
compreensão da relação cérebro-consciência
na intervenção fonoaudiológica com
pacientes comatosos, desde o restabelecimento de suas funções
vitais independentes do valor na Escala de Glasgow.
A
estimulação das atividades neuronais de zonas
de penumbra no sistema nervoso através de estímulos
táteis, sonoros, visuais, gustativos e olfativos,
utilizados como base da reabilitação fonoaudiológica
em comatosos, fortalece as conexões sinápticas
entre os neurônios colaborando para as funções
de memória e ao aumento da amplitude do potencial
do campo de ação que a simples manipulação
já acelera.A relação entre o sensorial
e a memória exerce ação sobre a consciência
do indivíduo até mesmo durante os períodos
de inconsciência como acontece no caso dos pacientes
comatosos, já provado em literatura.Estabelecer a
relação entre o eu que muda mas que ainda
retém a sua identidade individual pode ser realizada
pelo fonoaudiólogo especialmente durante os períodos
em que se necessita da relação atual do próprio
organismo com a experiência anterior. A apresentação
e discussão de caso clínico faz-se necessária
para melhor compreensão do que se pretende apresentar.