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A Fonoaudiologia
Hospitalar em questão
Autora: Fga. Elizabeth Luz
Data: 13 de Setembro de 1999
CRFa 2725/RJ
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Fonoaudiologia Hospitalar
A Fonoaudiologia
Hospitalar está a cada dia mais se expandindo no Rio
de Janeiro e no Brasil e está se tornando inegável
a necessidade que os fonoaudiólogos estão sentindo
em buscar formação científica para o embasamento
de suas atividades práticas. Negar a existência
desta forma de atividade não é mais possível!
Cabe a nós, fonoaudiólogos, continuar a luta quanto
ao esclarecimento das formas de ação, de atuação
e lembrar sempre que a Fonoaudiologia Hospitalar difere da Ambulatorial,
caracterizando-se pela intervenção a pacientes
com sintomas de injúrias ainda não instalados.
O nome "Fonoaudiologia
Hospitalar" que está tão falado e discutido
não significa de forma alguma atuação no
espaço físico chamado "Hospital", mas
está sendo usado, exatamente, para determinar que difere
na forma de intervenção que são realizadas
em pacientes internados (ainda no leito).
As ações
do fonoaudiólogo hospitalar incluem formas preventivas,
precoces, intensivas pré e pós-cirúrgica,
dando inclusive respaldo técnico e prático à
equipe multiprofissional onde atua, esclarecendo que o objetivo
maior é impedir ou diminuir as seqüelas nas formas
de comunicação que a patologia-base possa deixar.
O uso do termo "especialista"
é dado ao profissional que cursou pós-graduação
lato sensu, que nos leva à qualificação
do curso com mais de 360 h/a e o que não quer dizer:
"especialidade" concedida pelo Conselho Federal de
Fonoaudiologia desde que esta, por enquanto, ainda não
existe.
A reivindicação
feita ao Conselho para regularização desta área
da Fonoaudiologia, baseia-se nas atividades que são desenvolvidas
em locais hospitalares específicos beneficiando tanto
profissionais quanto pacientes, além do aumento do campo
de trabalho, clarificando cada vez mais a necessidade do fonoaudiólogo
junto à equipe.
Será que o fonoaudiólogo
habituado a atuar junto ao Recém Nato de risco consegue
ter todos os conhecimentos específicos iguais àquele
que atua junto aos idosos? Será que os métodos
e técnicas terapêuticas são os mesmos daqueles
que atuam junto a pacientes comatosos e emergenciais? Será
que temos tempo hábil para estudar profundamente as características
de cada uma das clientelas expostas acima? Será que enquanto
estamos aprofundando nossos conhecimentos com o Recém
Nato não estamos deixando o estudo de idosos de lado?
Será que conscientemente e eticamente falando, algum
de nós pode dizer que consegue? Será que sendo
de outra forma, estamos acreditando nas diferenças individuais
que tanto falamos? Será ...?
Acho que não dá
mais para ficarmos encobrindo a nossa realidade "prática"
que necessita do apoio científico e da conscientização
de nossos órgãos competentes para que regularizem
esta situação. Tenho certeza de que os colegas
fonoaudiólogos "hospitalares" que têm
a consciência e a ética como condutas primordiais
no exercício da profissão, deverão se unir
para que se demonstre a necessidade da criação
da especialidade, cada um dando seu percentual de colaboração
dentro da área que atua.
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